Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador DC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DC. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de julho de 2012

4th of July + Libertadores



I went out 4th of July to see how the Americans celebrate their most important civic holiday. Just like I thought the day raises all the patriotism in the country.


Washington DC, full of national landmarks, attracts thousands of visitors. The banner's colors  were everywhere.


The big concentration of people was around the Washington Monument. 


Families arrived early and made picnic while waited for the fireworks at night.

Costumes of national symbols - Abraham Lincoln and Hot Dog.


Army cars patrol the area right in front the president's residence.

The White House was opened only for guest – at least one hundred people in the Rose Garden, looking to the Monument.


Die of envy, Stannis Baratheon. This is truly the sword Lightbringer.


Actually is a memorial to soldiers killed during World War II and Korea War.


I decided to ignore the fireworks because there was something much more important happening at the same time: the final game of Copa Libertadores da América - Corinthians (Brazil) cs Boca Juniors (Argentina). 

As usual I went to Lucky Bar DC, at Dupont Circle area. The bar was crowded of Americans celebrating the 4th of July. Soon it become crowded of corinthianos and xeneizes (Boca Juniors' fans). The Brazilian was more effusive, reflecting the offensive behavior of Corinthians in the field.

During the brake I asked an Argentine what impression he had about the first half. “Parejo (even)”, he replied. “Honestly, I think Corinthians was more offensive and had a better structured defensive system", I argued. He did that blasé face only the Argentines can do. He denied that their goalkeeper replacement due to an injury during the first half  was a problem. “Nuestro segundo goleiro es mejor, de verdad (actually, our second goallie is better)”, he said.

Poor Sosa, the second goallie. Right in the beginning of the second half he could not avoid Emerson's goal. The American bar became a little Pacaembu (the stadium in Sao Paulo where the game happened). The fans sang all the Fiel chants: "There is a band of crazy here", "Don't stop, don't stop" and many others. Many Americans stopped to ask what the hell was happening. 

After the second Emerson's goal, the champion feeling was hard to hold. I could not believe that was happening. After 35 years trying, Corinthians conquered the only cup was missing in our hall of trophies. I waked up that Wednesday knowing that I would end the day totally devastated or uncontrollably euphoric. The corintianos at the bar helped me to feel at home.

Raquel and Patricia watched games at the Lucky Bar DC since the semifinals weeks before.


I went out to celebrate. I divided the news with everybody minimally latino, as this mariachi little band, from Honduras.


It took time for the adrenaline to be back to normal levels. Corinthians champion of Libertadores. The party in the USA was for another reason, but the scenario was perfect fo me.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

4 de julho + Libertadores


Saí de casa ontem para conferir a reação dos americanos ao feriado cívico mais importante do ano – o 4 de julho. Bem como imaginava, a data desperta todo o patriotismo no país. 


Claro que Washington, cheia de símbolos nacionais, atrai milhares de turistas nesse dia. As cores da bandeira estavam por todos os lados.


A grande concentração de pessoas acontece em volta ao Monumento a Washington. 


Famílias chegam cedo e fazem piquenique, esperando os fogos à noite.

Fantasias destacam símbolos nacionais – Abraham Lincoln e o Hot Dog.


Carros do exército patrulham a área, que fica de frente à residência do presidente.

A Casa Branca foi fechada e recebeu apenas convidados – pelo menos uma centena de pessoas nos jardins, de frente para o Monumento, de onde os fogos são disparados.


Morra de inveja, Stannis Baratheon. Esta é a verdadeira espada Luminífera.


Na verdade, é um memorial a soldados mortos na Segunda Guerra e na Guerra da Coreia.

Eu decidi ignorar os fogos de artifício, que começaram por volta das 9 horas da noite, porque tinha algo muito mais importante acontecendo no mesmo horário: a final da Copa Libertadores da América.

Como sempre, fui para o Lucky Bar DC, na região do Dupont Circle. O bar estava lotado.
Não demorou para o bar ficar cheio de corintianos e xeneizes. Os brasileiros se mostravam muito mais efusivos que os argentinos, reflexo do comportamento mais ofensivo do Corinthians diante do Boca Juniors.

Durante o intervalo, perguntei a um dos argentinos o que ele achou do primeiro tempo. “Parejo”, ele respondeu. “Honestamente, eu achei o Corinthians mais ofensivo e com um sistema defensivo mais bem estruturado”, respondi. Ele fez aquela cara de pouco caso, que só os argentinos sabem fazer. Ainda teve a capacidade de dizer que a saída do goleiro Orion foi uma boa. “Nuestro segundo goleiro es mejor, de verdad”, garantiu.

Pobre Sosa. Logo no início do segundo tempo não foi capaz de evitar o gol de Emerson. O bar americano se transformou em uma filial do Pacaembu. Rolaram todas as músicas da Fiel: “Aqui tem um bando de loucos”, “Não para, não para, não para” e outras. Vários americanos pararam para perguntar o que estava acontecendo.


Após o segundo gol de Emerson, o sentimento de campeão se concretizou. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Acordei aquela quarta-feira sabendo que terminaria o dia totalmente devastado ou incontrolavelmente eufórico. Os corintianos no bar ajudaram a me sentir mais em casa.

Raquel e Patricia assistiram aos jogos no Lucky Bar DC desde as semifinais.


Saí para festejar. Dividi a notícia da vitória corintiana com qualquer pessoa que fosse minimamente ligada a Améria Latina, como essa dupla mariachi de Honduras.


Demorou para baixar a adrenalina. Corinthians, campeão da Libertadores. Festa nos Estados Unidos, por outro motivo, mas para mim o cenário foi perfeito.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

LaRouche or "My name is Eneas"


I am more and more convincing that the United States is a larger and crazier version of Brazil. Every bizarre thing that happens in Brazil also happens here, but weirder. Even the conspiracy theories are similar. People claim that North Dakota does not exist, just like Brazilians do about Acre (this is a joke).

What I could not imagine is that USA has its own Eneas Carneiro and its own Prona. This guy and his political party are known in Brazil for their unorthodox proposals and ideas. Some absurd ideas can be found here too. I was walking down the White House area yesterday and saw this banner.





A lad gave me an article that is simply fantastic. They claim that Barack Obama is the reincarnation of Roman Emperor Nero. They say he was put in the White House by the British, in order to control the USA and destroy the world. I am not kidding: they really wrote this.

The group responsible for the article is LaRouche PAC. I did a little research and found out the author is Lyndon LaRouche. He is the American Eneas. He even considered the Brazilian Prona a "LaRouche friend party". Just like the bald-and-bearded Eneas, LaRouche ran for president in every election from 1976 to 2004. Among other ideas, he thinks the global warming is a lie and defends the colonization of Mars. Eneas would have loved this.
Detail of the banner:


quinta-feira, 28 de junho de 2012

LaRouche ou “Meu nome é Enéas”


A cada dia, me convenço que os EUA são uma versão maior e mais maluca do Brasil. Tudo de bizzaro também acontece aqui, só que mais esquisito. Até as teorias da conspiração são parecidas. Tem gente falando que o estado de North Dakota não existe, como os brasileiros falam do Acre.

O que eu não imaginava é que os EUA têm seu próprio Enéas e o seu próprio Prona. O mesmo tipo de teorias absurdas, só que mais malucas. Hoje, estava andando pelos arredores da Casa Branca, quando vi um grupo com esse cartaz.





O rapaz me entregou um folheto simplesmente fantástico. Eles afirmam que Barack Obama é a reincarnação do Imperador Nero e que ele foi eleito graças a uma armação dos britânicos para controlar os EUA e destruir o mundo. Sério: eles realmente escreveram isso.

O grupo é chamado LaRouche Pac. Fiz uma pequena pesquisa e descobri que as ideias são de um tal de Lyndon LaRouche. O cara é o Enéas dos EUA, tanto que considerou o Prona brasileiro “um partido amigo”. Assim como o careca barbudo, LaRouche concorreu à presidência da república várias vezes. Ele tentou todas as eleições entre 1976 e 2004. Entre outras ideias, ele acha que o aquecimento global é uma armação e defende a colonização de Marte. Enéas teria adorado isso.


Detalhe do cartaz:



terça-feira, 19 de junho de 2012

At grocery



Going to the grocery is something I really enjoy to do here. There are so many things different from Brazil's supermarkets! I did a little list of some curiosities I found here.


Above it is a traditional American drink - root beer. It is not like regular beer. I didn't like the taste: it's like some strong sweet tea. If I were you, I would not spend my time tasting.


Because of cultural diversity, we find things from all over the world. This little potato balls are popular in South Germany, Austria, Czech Republic and Hungary.




Because the huge number of jews in USA, kosher sections are common. Even the salt has to be kosher for real jews. Shalom.




One more from jewish section. I usually dislike food in cans and bottles, but this 
Gefilte Fish seems to be worst than my creepiest nightmare. It is made of fish, eggs and onion - everything you need to get a salmonella.


For those who remember the Mexican series "El Chavo", he always asked for tamarindo juice. Here is a picture of the fruit.



Nobody likes spams in the mail box, but maybe you can appreciate them on the table. Spam started to be used in the electronic world thanks the Monty Python sketch below.






Pickles. Americans love pickels.


A Andy Warhol classic: Campbell's tomate soup.


Fergie, Will.I.Am, Taboo and Apl.de.ap


Eleven among ten American moms feed their children with peanut butter. It is in the nation's DNA.



Here is a popular brand for pancake syrup. 


Dried meat here is called Beef Jerky. Disgusting.


Beer with flavors can be strange, but I tried this one and liked. 




No supermercado


Uma das coisas que mais gosto de fazer aqui é ir ao supermercado. Tem tanta coisa que a gente não vê no Brasil. Fiz uma seleção de algumas curiosidades que se encontra nas groceries dos EUA.


Acima, uma tradicional bebida americana - a root beer. Não tem nada a ver com cerveja, tanto que é vendida na seção de refrigerantes. O gosto é horrível, como um chá de boldo, mas doce. Não percam seu tempo provando!



Por causa da diversidade de culturas que formam os EUA, encontra-se de tudo no supermercado. Esse bolinho acima é o knodel, muito popular no sul da Alemanha, Hungria e República Tcheca. Ele é feito com farinha e batata.


Tem mais judeu aqui do que em Israel. Portanto, os supermercados tem seções inteiras de comida kosher. Até o sal tem que ser kosher se você é judeu de verdade. Shalom!



Mais um da seção judaica. Eu geralmente tenho certo nojo de comida em conserva, mas esse Gefilte Fish promete ultrapassar todos os meus pesadelos. Servido como aperitivo, é feito com peixe, ovos e cebola. Ambiente perfeito para uma salmonella.


Para quem não perdia um episódio de Chaves e sempre se perguntou como seria um refresco de tamarindo, a foto acima dá uma ideia de como é a fruta. Acho que é uma especie de vagem.



Ninguém gosta de spams na caixa de emails, mas os americanos aceitam eles na mesa. Spam é também uma comida em conserva, um tipo de presunto deixado de molho. O nome foi levado ao mundo eletrônico graças a uma esquete do grupo britanico Monty Python. Um casal chega a uma lanchonete e pergunta sobre o menu para o café da manha. Todos os pratos têm spam. Todo mundo na lanchonete repete spam milhares de vezes. Exatamente como sua caixa de emails depois das férias. Segue a esquete.




Picles. Americanos são loucos por picles. De longe, é a seção com maior variedade de marcas.


Graças a Andy Warhol, um clássico: a sopa de tomates Campbell's.


Fergie, Will.I.Am, Taboo e Apl.de.ap


Onze em dez mães americanas alimentam seus filhos com manteiga de amendoim. Está no DNA da nação.



Sabe aquele melado que se coloca sobre as panquecas, nos desenhos da Disney. Então... Essa é a marca mais popular. 


Carne seca aqui é se chama Beef Jerky. Nojento.


Cervejas com sabores normalmente são ruins, mas eu provei essa de limão e gostei. 


Neste supermercado natureba as pessoas compram cereais à granel.


Para que ficar só na batata frita se é possível ter beterraba friata, cenoura frita e rabanete frito?


Um nome mais decente para o croquete: beef corn dogs.


O café aqui é vendido à granel e moido na hora. O cliente decide se quer moer no estilo americano, expresso ou turco - extremamente fino.